Muita gente tem dinheiro esquecido em bancos, consórcios e outras instituições sem saber. O Banco Central oferece um serviço oficial e gratuito para consultar. Veja como funciona.
O que é o SVR
O SVR (Sistema de Valores a Receber) é o serviço do Banco Central onde você consulta se há valores esquecidos em seu nome ou no de uma empresa. Podem aparecer, por exemplo, contas encerradas com saldo, tarifas cobradas indevidamente ou cotas de consórcio.
Como consultar
- Acesse o site oficial valoresareceber.bcb.gov.br;
- Informe o CPF e a data de nascimento (ou o CNPJ);
- Entre com sua conta gov.br, se for pedido;
- Veja se há valores disponíveis e quais instituições os têm.
Se não houver valores, o sistema avisa. Vale conferir de novo de tempos em tempos.
Como pedir o resgate
Se existir saldo, o próprio sistema orienta o pedido. A instituição analisa e, se aprovado, o dinheiro é depositado em uma conta de sua titularidade. O prazo e as regras são informados no sistema.
E os valores de pessoas falecidas?
Familiares ou herdeiros podem consultar valores de quem faleceu, seguindo as regras do sistema e apresentando documentos que comprovem a relação. Vale conferir no site oficial quais documentos são exigidos.
Cuidado com golpes
- A consulta e o resgate são gratuitos, e o Banco Central não cobra taxa;
- Desconfie de quem pede dinheiro para liberar valores;
- Nunca informe senhas ou códigos em links recebidos por mensagem;
- Digite o endereço oficial no navegador.
Que tipo de valor pode aparecer no sistema
Segundo o Banco Central, o SVR informa, entre outros, valores de contas encerradas com saldo, tarifas cobradas indevidamente por instituições financeiras, parcelas e cotas de consórcio não recebidas e outros recursos que precisam ser devolvidos. As categorias podem mudar ao longo do tempo, então vale consultar o próprio site para ver a lista atualizada.
Passo a passo detalhado
- Digite no navegador o endereço oficial do serviço do Banco Central, sem clicar em links recebidos por mensagem;
- Informe CPF e data de nascimento (pessoa física) ou CNPJ (empresa);
- Faça o login com a conta gov.br quando solicitado;
- Veja se há valor a receber e a instituição responsável;
- Siga o botão de solicitação de resgate e informe uma conta bancária de sua titularidade;
- Acompanhe o pedido pelo próprio sistema e guarde o protocolo.
Prazos e acompanhamento
Depois do pedido, a instituição tem um prazo para analisar e fazer o pagamento, que é informado no sistema. Se o dinheiro não cair no prazo, você pode contatar o SAC da instituição e, se necessário, registrar reclamação no Banco Central ou no consumidor.gov.br.
Golpes mais comuns sobre “dinheiro esquecido”
- SMS, e-mails e anúncios dizendo que você tem valores e pedindo uma taxa para liberar;
- Sites falsos parecidos com o do Banco Central;
- Ligações de falsos “atendentes” pedindo senhas, códigos ou transferências;
- Pedidos de pagamento por Pix para “liberar o saque”.
O resgate é gratuito. Qualquer cobrança é sinal de golpe.
E se o sistema não mostrar nada?
Pode ser que você realmente não tenha valores a receber. Se desconfia de dinheiro esquecido, como uma conta antiga, confira também o Registrato, que lista suas contas e relacionamentos com bancos. Para organizar melhor o dinheiro que entrar, veja nosso guia de orçamento mensal.
O que fazer com o dinheiro recebido
Se a sua situação financeira é apertada, considere usar o valor para pagar dívidas caras, como o rotativo do cartão, ou para começar uma reserva de emergência.
Por que existe dinheiro esquecido
Valores esquecidos aparecem por vários motivos: mudança de endereço sem atualização de cadastro, contas encerradas por baixa movimentação, cobranças de tarifas que depois foram consideradas indevidas, ou falta de contato da instituição com o cliente. Muitas vezes a pessoa nem sabe que tem o direito. Por isso a consulta periódica é uma boa prática, sobretudo para quem teve várias contas bancárias ao longo da vida.
Dicas para facilitar o resgate
- Tenha em mãos um documento com foto e os dados da conta onde o dinheiro será depositado;
- Verifique se a conta pertence ao mesmo CPF do solicitante;
- Guarde o número do protocolo e acompanhe pelo sistema;
- Se a instituição pedir documentos adicionais, envie apenas pelos canais indicados no sistema;
- Se o dinheiro não cair no prazo informado, registre reclamação formal.
Consulta para empresas
Empresas também podem ter valores a receber. O responsável legal deve consultar com o CNPJ e fazer o pedido com os dados de acesso exigidos. Se você é microempreendedor, vale conferir tanto o CPF quanto o CNPJ.
Checklist de segurança antes de qualquer consulta
- Digite o endereço oficial diretamente no navegador;
- Confirme que a página tem endereço .gov.br e conexão segura;
- Nunca informe senhas bancárias nem códigos de verificação;
- Não pague nenhuma taxa para liberar o dinheiro;
- Desconfie de quem entra em contato primeiro dizendo que você tem valores a receber.
Consultar é rápido e gratuito. Se encontrar algum valor, use-o com cuidado e prioridade: pague dívidas de juros altos ou monte uma reserva de emergência.
Perguntas frequentes
Preciso pagar para consultar?
Não. O serviço é gratuito.
Posso consultar pelo celular?
Sim, pelo navegador do celular.
O dinheiro pode acabar?
Se você consultar e não houver valores, não há o que resgatar. Se houver, siga as orientações do sistema, e as regras podem mudar com o tempo.
Como saber se o site é o oficial?
O endereço deve terminar em .gov.br. Digite-o diretamente no navegador, em vez de clicar em links de mensagens.
Há prazo para consultar?
Não há um prazo de consulta, mas as regras do sistema podem mudar. Por isso, vale conferir de tempos em tempos.
Posso consultar o valor de um parente falecido?
Sim, desde que siga as regras do sistema e apresente a documentação exigida para comprovar a condição de herdeiro ou representante.


